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Publicado em:
7
12/2018

Painel Expomusic debate mercado da música na SIM São Paulo

Consenso é que indústria de instrumentos e cena musical precisam convergir.



Metatags: Expomusic, SIM São Paulo, Centro Cultural, Anhembi, Música, Instrumentos Musicais, Conexão
Jota Silvestre/Divulgação

Enquanto o consumo de música aumenta, a venda de instrumentos musicais vem caindo. O fenômeno, mundial, se mostrou ainda mais relevante no Brasil em razão da crise econômica dos últimos anos, que afetou, sobretudo, o bolso dos consumidores.

A solução passa pela convergência desses dois setores – música e instrumentos – que, apesar da estreita relação, andam divorciados. Este foi o consenso entre os debatedores do painel “A indústria de instrumentos musicais no Brasil e a nova Expomusic”, realizado no dia 7 de dezembro como parte da parceria entre a Expomusic e a SIM São Paulo.

“A Expomusic vai encabeçar essa transformação e fortalecer a conexão entre instrumentos e música”, garantiu Daniel Lima, diretor da Francal Feiras, referindo-se ao novo formato da feira, agendada para 15 a 19 de maio, em São Paulo.

Mauro Martins, diretor da Pride Music, trouxe uma boa notícia para o debate: o mercado de instrumentos musicais está em recuperação e deve crescer 30% em 2018 na comparação com o ano anterior. Apesar da cifra ainda não ser suficiente para repor as perdas acumulada nos últimos anos, o número mostra que ao menos a sangria foi estancada.

Alec Haiat, produtor musical, empresário e fundador da banda Metrô, definiu o que considera o caminho para o desenvolvimento do mercado: a união do setor produtivo com o criativo.

Gerente de Vendas da Shure Brasil, Priscila Berquó tocou no ponto que pode explicar a desassociação entre instrumentos e música: a mudança nos hábitos de consumo que, segundo ela, boa parte do varejo não está conseguindo acompanhar. “Precisamos subsidiar o varejo para melhorar a experiência do consumidor no ponto de venda”, defendeu.

Não por acaso, é justamente esta a proposta da nova Expomusic, apresentada por Maria Amélia Abdalla, gerente de negócios da Francal Feiras. Por meio de mentorias, talks, workshops, shows, ampliação do mix de produtos, parcerias com festivais – e muitas outras ações em desenvolvimento –, a feira vai “abraçar” este novo comportamento de consumo, capacitar o varejo, abrigar todos os gêneros musicais e consolidar sua relevância no mercado da música.

Com intensa participação do público presente, temas como educação musical nas escolas, o papel das igrejas na formação de novos músicos, troca de instrumentos entre profissionais e lojas, e novas tecnologias também foram colocados em discussão. O debate teve mediação de Fabiana Batistela, criadora da SIM São Paulo.

Leia também: O novo formato da Expomusic

Leia também: SIM São Paulo terá lounge e dia dedicados à Expomusic

Fonte: Primeira Página


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